Dez minutos de silêncio.
E a minha mente, que não sabe ficar quieta, encheu o silêncio de luz.
Somos instantes, ela disse. Nenhum som igual ao outro. Nenhuma luz repetida. Deus vivendo o agora dentro de mim.
E cada pensamento bonito me chamava pra fora do agora.
Anota. Guarda. Não perde.
Mas quem segura água com a mão fechada fica sem a água e sem o rio.
Então eu abri a mão.
Deixei a ideia ir como quem confia que a nascente não seca.
Porque ela não seca.
Meditar não é esvaziar. É voltar.
O pensamento vem, eu percebo, e volto.
Vem de novo, volto de novo.
Não é fracasso. É a própria oração:
vir, notar, soltar, voltar.
Maranatha.
E volto.